Total de visualizações de página

sábado, 28 de setembro de 2013

“Reinado do erro: a farsa do movimento de privatização e o perigo para as escolas públicas americanas”

Diane Ravitch lança no mês de setembro mais um livro contra a meritocracia na educação americana!

Livro reinado do erro
Diane Ravitch lança livro que denuncia a privatização do ensino público americano e a meritocraciaDe uma das maiores autoridades em educação nos Estados Unidos , o ex- EUA subsecretário de educação “, delator extraordinário ” (The Wall Street Journal) , autor do best-seller A morte e a vida do grande sistema escolar americano ( ” Importante e fascinante ” -Library Journal) , The Police Language ( ” Apaixonado … Ferozmente argumentou … tão alarmante quanto é esclarecedor ” – The New York Times) , e outros livros notáveis ​​sobre a história da educação e política um olhar incisivo e abrangente no sistema escolar americano de hoje, que argumenta contra aqueles que afirmam que é quebrado e sem conserto , um apelo apaixonado , mas fundamentado para parar o movimento de privatização que está drenando os alunos e o financiamento de nossas escolas públicas .
Em Reign of Error (“Reinado do erro: a farsa do movimento de privatização e o perigo para as escolas públicas americanas”), Diane Ravitch diz que a crise na educação americana não é uma crise de desempenho acadêmico , mas um esforço concentrado para destruir escolas públicas neste país.
Ela adverte que grandes fundações , bilionários individuais e gestores de fundos de hedge de Wall Street estão incentivando a privatização do ensino público, alguns por razões idealistas , outros para o lucro. Muitos que trabalham com fundos de ações estão de olho em educação pública como um mercado emergente para os investidores.
Reign of Error começa onde a morte e a vida do grande sistema escolar americano termina, proporcionando uma discussão mais profunda contra a privatização e para a educação pública , e seu colapso.

Para Ravitch , o ensino público é sobre o conhecimento , sobre a aprendizagem, sobre o desenvolvimento de personagem, e sobre a criação de cidadãos para a nossa sociedade . Trata-se de ajudar a inspirar os pensadores independentes , não apenas aperfeiçoar as habilidades de trabalho ou preparar as pessoas para a faculdade. Educação escolar pública é essencial para a nossa democracia , e seu objetivo , desde a fundação deste país, tem sido a de educar os cidadãos que vão ajudar a levar a democracia para o futuro.

Qualidade social da educação

Em agosto um jovem adolescente matou, segundo informações divulgadas hoje 3-9-2013 seu pai, mãe, tia-avó e avó, tendo em seguida, 18 horas após ter matado seu pai, se suicidado. Antes foi à escola calmamente.
“A Polícia Civil de São Paulo informou nesta terça-feira (3) que os laudos sobre as mortes de um casal de PMs, do filho deles de 13 anos e de outros dois parentes, ocorridas no mês de agosto na Brasilândia, zona norte da capital, apontam que o garoto Marcelo Pesseghini –o filho dos policiais– foi o responsável pelos crimes.”
Eis aí uma questão para análise. Como a escola não conseguiu ensinar valores básicos a este aluno, mesmo que na contramão da família, se assim fosse? Não se trata de culpabilizar ninguém. Trata-se de questionar se responsabilizar a escola e os professores pelo ensino, restrito a português e matemática, não tem levado as escolas a deixarem de enfatizar valores básicos como a vida.
Este é mais um exemplo que deve nos levar a indagar se estamos desenvolvendo uma educação de qualidade social.


Publicado no Blog do Prof. Luis Carlos de Freitas

domingo, 25 de agosto de 2013

Secretária da Educação não publica parte da Indicação do Conselho Municipal.


A Secretária da Educação, Senhora Telma Vieira deixou de "publicar" parte da  Indicação n°2/2012 do Conselho Municipal. A administração pública deve agir de acordo com os princípios consagrados pela Constituição Federal como a publicidade e a transparência. Entretanto, estes princípios parecem estar distantes da prática da atual titular da pasta. A publicidade deve considerar a comunidade na sua totalidade e não apenas contemplar uma parte. Posso afirmar que houve o respeito a este princípio?

Por meio da Resolução SME n°4/2013, com data de 15/07/2013 foi homologada a Indicação n°2/2012 do CME. Esta Indicação trata dos Conselhos Escolares. Na ocasião, o então Conselheiro  apresentou voto em separado em decorrência da linha liberal burguesa predominante no texto. Este tipo de representação está por demais desgastada e existe uma crise de representatividade atualmente. Neste voto em separado foi explicitado sobre os dois modelos que estão em disputa na constituição das representatividades a saber: o liberal burguês e o popular participativo.
Sabemos que toda prática educativa está eivada de concepções. Na constituição dos conselhos escolares é preciso deixar claro que educação nós queremos e qual o tipo de sociedade nossas práticas indicam? Que cidadão nós queremos formar? Que tipo de aluno?
Dessa forma é preciso perguntar: Conselho para que? Se não for para construir a qualidade da educação negociada por meio da efetivação do PPP teremos apenas a reprodução da sociedade que está aí, antiecológica e autodestrutiva.

No contexto da concepção liberal respeita-se pelo menos o direito à diferença de opinião. Caso contrário, estaremos presenciando ações autoritárias decorrentes de um outro modelo de poder: o absolutista monárquico para não falar do período das ditaduras do século XX como o fascismo, o nazismo e o stalinismo. A democracia é uma conquista e a gestão democrática deve ser o valor supremo defendido por todos educadores e cidadãos. Infelizmente os grupos dominantes abominam esta prática pensam estar ainda na Casa Grande e o povo na senzala.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

São Paulo: Haddad divulga Plano de Educação

domingo, 4 de agosto de 2013

Programa Ler e Escrever e o desvio do dinheiro público


Por que a grande mídia brasileira blinda tanto o PSDB: Editora Abril, Folha de São Paulo, Estadão e Globo receberam mais de R$ 250 milhões dos governos tucanos de São Paulo. A transação envolveu a Secretaria da Educação e a maior parte dos pagamentos foi feita sem licitação.

por Paulo Jonas de Lima Piva

A denúncia pode ser lida no site Viomundo e é de 2010:

Desde 2004, PSDB paulista gastou R$ 250 milhões com a mídia (quase tudo sem licitação)

http://www.viomundo.com.br/denuncias/serra-psdb-educacao-midia-acoes-entre-amigos.html

sábado, 3 de agosto de 2013

São Paulo pretende afastar diretor de escola mal avaliado

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

O governo de São Paulo decidiu criar um sistema de avaliação que vai retirar do cargo diretores de escola que tiverem baixo desempenho.
A iniciativa, à qual a Folha teve acesso, é considerada pela Secretaria da Educação como inédita no país. Atualmente, vigora a ideia de que o dirigente tem estabilidade ao ser aprovado em concurso --ele perde o posto apenas por desvio de conduta.
Pela proposta desenhada pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB), os novos diretores serão avaliados por três anos.
Após o período, os que não alcançarem desempenho satisfatório terão mais três anos para se recuperar. Os que falharem perderão o posto.

Ainda não foram definidos todos os quesitos da avaliação. Deverão ser considerados o desempenho do diretor em um curso de gestão e a opinião de professores, alunos e funcionários da escola.
O governo ainda analisa se a regra valerá para todos os diretores das cerca de 5.300 escolas da rede ou apenas para os que forem contratados a partir de agora --Alckmin anuncia hoje concurso para cerca de 1.400 dirigentes.
Segundo o secretário da Educação, Herman Voorwald, a ideia é que os dirigentes, mesmo aprovados nos primeiros anos de avaliação, continuem a ser submetidos a exame anual, com a possibilidade de perda do posto.
"Temos a possibilidade de formar o diretor em suas deficiência ou desligá-lo caso o perfil dele não seja adequado para a gestão", disse.
A Secretaria da Educação afirma que já se prepara para contestações judiciais.
A pasta tem o entendimento de que a Constituição prevê a possibilidade de perda do cargo público em caso de "insuficiência de desempenho". O mecanismo, porém, nunca foi regulamentado, afirma a secretaria.
A Constituição prevê a perda do cargo em caso de problema de desempenho, mas isso só pode ocorrer após processo com garantia de defesa e de contraditório.

Outra dificuldade pode ser a perda de interesse pelo posto. O piso para diretor é de
R$ 3.552, com gratificações.

Conselho de educação paulista tem novos integrantes


FAPESP, 31/07/2013
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) nomeou em 29/07 seis novos integrantes para o Conselho de Educação (CEE) de São Paulo, para um mandato de três anos. A mudança mexe com 25% nos nomes, mas pouca coisa muda no perfil do órgão (veja abaixo).
 O decreto sobre o tema dá mais um mandato no cargo ao secretário-adjunto de Educação, João Cardoso Palma Filho, e a Hubert Alquéres, vice-presidente do Bandeirantes, colégio privado da capital.
Dos seis novos nomeados, dois também têm perfil considerado empresarial, segundo classificação da Fepesp. São eles: Jair Ribeiro da Silva Neto, diretor ‘co-presidente’ do Banco Indusval & Partners e fundador da Associação Parceiros da Educação; e Silvia Figueiredo Gouvêa, uma das donas da escola Lourenço Castanho.
Os demais conselheiros que passam a integrar o órgão são: Francisco Antonio Poli, presidente da Udemo; Bernadete Angelina Gatti, professora aposentada da USP e atual pesquisadora da Fundação Carlos Chagas (FCC); Laura Margarida Josefina Laganá, diretora superintendente do Centro Paula Souza (responsável pelas ETECs e Fatec’s mantidas pelo governo estadual); A última indicada, Priscila Maria Bonini Ribeiro, é secretária de Educação de Guarujá e presidenta da Undime (Região Sudeste), mas fez carreira na Unaerp.
Os novos conselheiros tomarão posse em 07/08, durante reunião do CEE. Deixam o Conselho de Educação: Arthur Fonseca Filho, Décio Lencioni Machado, Milton Linhares e Sérgio Tiezzi Júnior (setor privado); Angelo Luiz Cortelazzo e Nina Beatriz Stocco Ranieri (setor público).
 Empresários e…. mais empresários
A troca de um quarto dos 24 conselheiros anunciada pelo governo paulista não muda o perfil empresarial do CEE. Levantamento da Fepesp mostra que 58% dos conselheiros são ligados aos dirigentes do setor privado (escolas, faculdades, Fiesp, ONGs, bancos, consultorias), 29% têm laços com a rede pública e 12,5% dos conselheiros têm ambos os perfis.
Em maio do ano passado, no primeiro levantamento, os três setores representavam 67%, 25% e 8%, respectivamente. De lá pra cá, houve troca de dez nomes, mas com pouquíssimo reflexo no peso dos três setores.
A escolha dos conselheiros de educação está nas mãos do governador, que se baseia em legislação feita durante a ditadura. Pela lei estadual 10.043, de 1971, que criou o CEE, seus integrantes serão escolhidos entre “pessoas de notório saber e experiência em matéria de educação, observada a devida representação dos diversos graus de ensino e a participação de representantes do ensino público e privado”.
Em março de 2012, um projeto de lei – PL 108 – foi apresentado na Assembleia Legislativa com o objetivo de reorganizar o Conselho e dar à sociedade o direito de indicar a maioria dos conselheiros. Para os autores, deputados Geraldo Cruz e Simão Pedro Chiovetti (ambos do PT), se aprovada, a proposta democratizará o órgão.

O projeto passou pelas comissões e chegou até o plenário em novembro. Na época, poderia ter sido votado, mas saiu de pauta, pois não teria o apoio da maioria governista para aprovação.